Anvisa atualiza indicações sobre plasma convalescente contra covid-19

Imagem meramente ilustrativa de bolsas de sangue. Foto: Charlie-Helen Robinson no Pexels.

Atualizado em 28/04/2021 15:06 por Éter 7 News

Tratamento usa plasma sanguíneo de pessoa que já tem anticorpos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em parceria com o Ministério da Saúde, atualizou as recomendações sobre a terapia com plasma convalescente para o tratamento da covid-19 e também sobre a doação desse tipo de plasma por indivíduos vacinados contra a doença.

O plasma é a parte líquida do sangue e contém os anticorpos que protegem o organismo. Quando uma pessoa contrai um vírus como a covid-19, seu sistema imunológico cria anticorpos para combater o vírus. O plasma com esses anticorpos da pessoa curada da doença é chamado plasma convalescente.

O médico e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília, André Nicola, explica como funciona o tratamento.

O documento das autoridades de saúde atualiza uma normativa de abril do ano passado, que foi elaborado antes da existência de vacina com eficácia comprovada contra o coronavírus. Também altera uma nota técnica de 2021, que não indicava a doação de plasma por pessoas que haviam recebido vacina contra a covid-19.

Além de ter o diagnóstico para a infecção pelo novo coronavírus, o potencial doador precisa ainda cumprir todos os critérios de doação de sangue estabelecidos pelo Ministério da Saúde e ter tido a doença em no máximo seis meses da coleta do plasma.

Segundo a Anvisa, os estudos sobre a eficácia do uso da terapia com plasma convalescente em pacientes com covid-19 são preliminares. Mas desde o ano passado diversos trabalhos científicos sugerem potencial benefício do tratamento, principalmente quando aplicado em fases iniciais da infecção, em pacientes hospitalizados e não entubados.

O professor André Nicola lembra que o plasma de convalescente é uma estratégia de tratamento de doenças infecciosas bastante antiga, tendo sido utilizada pela primeira vez há mais de 100 anos. A terapia já foi usada durante surtos de doenças como gripe, ebola e sarampo.

Fonte: Agência Brasil.

Relacionados

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *