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Nova técnica de ultrassom microfocado é tendência no Brasil

Atualizado em 26/11/2020 10:31 por Éter 7 News

O procedimento pode ser usado para estimular o colágeno da face e prevenir o envelhecimento; a esteticista Aline Vasconcelos tira algumas dúvidas para quem tem interesse

São Paulo, novembro de 2020 – Nos últimos tempos, saúde e bem-estar têm sido dois temas muito em pauta. A preocupação das pessoas não têm se limitado à não adoecer, mas também em manter uma boa qualidade de vida e bem-estar. Dentro disso, entra o mercado de estética que vem crescendo em todo o mundo. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o mercado de estética cresceu 576% no país entre 2014 e 2019. Neste período, o número de profissionais da área teve um aumento de 72 mil para mais de 480 mil.





Uma das tendências para o mercado tem sido os procedimentos estéticos não cirúrgicos, que podem ser realizados externamente e não são invasivos. Para a esteticista Aline Vasconcelos, proprietária da clínica Aline Vasconcelos, localizada em Barueri, neste momento um dos procedimentos mais em alta é o ultrassom microfocado. “É uma tecnologia que causa um efeito lifting facial não cirúrgico. Ele gera pontos de coagulação na derme, uma camada mais profunda da pele. Cada ponto causa uma retração na pele, por isso ele causa um efeito lifting. Os pontos são aquecidos e o aumento da temperatura gera essa retração do tecido. Essa nova tecnologia age na pele que reveste o músculo, então é o músculo que proporciona sustentação”, explica a especialista que tem quase 40 mil seguidores no Instagram – @esteticaalinevasconcelos.

Além disso, a especialista acredita que um dos principais pontos positivos do aparelho é fazer todo o trabalho dentro do tecido e não causar nenhum dano a pele. “Muita gente se incomoda quando faz procedimentos como peeling porque a pele fica descamando por algum tempo. Porém, com o ultrassom microfocado isso não ocorre. O único dano causado pelo procedimento é o edema, que é o inchaço. Quem faz o ultrassom microfocado, fica um pouco inchado por cerca de quatro dias. Mas além disso, o procedimento não causa nada, então é mais fácil para os clientes se acostumarem”, conta.

Vale ainda ressaltar que o procedimento pode ser feito em qualquer tipo de pele e em qualquer época do ano.

A especialista tira as quatro principais dúvidas sobre o procedimento. Confira:

Qual a principal função do ultrassom microfocado?

“O principal objetivo dele é ser usado contra a perda do colágeno, que é um processo natural que causa o envelhecimento. Além disso, o ultrassom microfocado também pode ser feito em glúteos, posterior e interno de coxas, papada e para retração das pálpebras. Ele também suaviza as linhas finas do rosto, trata rugas e melhora a qualidade da pele. Não é um procedimento somente facial como muitos pensam, também pode ser feito em outras áreas corporais como braços, colo, abdômen e coxas”, explica.

O procedimento pode ser feito em qualquer idade?

“Não há contra indicações sobre a idade para fazer o procedimento. Mas o normal é que as pessoas comecem um tratamento como esse um pouco antes dos 25 anos. O que acontece é que depois dos 25, a gente não produz mais colágeno e elastina. Então ele pode ser usado justamente como uma prevenção contra o envelhecimento da pele e marcas de expressões que começam a aparecer”, diz.

Qual a duração do ultrassom microfocado?

“Esse procedimento tem o efeito imediato e o efeito pós-tardio. Então, por três meses, a pele fica estimulando o colágeno e a elastina. O intervalo mínimo entre as sessões é de justamente três meses, já que a pele vai respondendo ao longo desses meses. Além disso, para quem gosta, o tratamento pode ser feito duas ou três vezes por ano. Mas a maioria das indicações é que seja feito apenas uma vez anualmente”, ressalta a esteticista.

O procedimento é indolor?

“Como o tratamento é feito em nível muscular, dérmico e na epiderme também, tem um desconforto. Durante o procedimento, protegemos as áreas dos dentes, mas não é indolor. No pós, é mais a questão do inchaço que dura alguns dias mesmo. Sente-se um pequeno desconforto, uma dor na musculatura. Mas não é algo que cause muita dor”, explica. 

Há contraindicações?

“Em sua maioria, é indicado que gestantes não façam o procedimento. Além disso, ele também é contraindicado para lactantes, pessoas que sofrem com algum tipo de câncer e doenças autoimunes. Para quem tem diabetes e deseja fazer, ela precisa estar bem controlada. Existem mais algumas, mas essas são as principais. Também vale fazer uma avaliação com o profissional que irá realizar o procedimento para saber se está tudo certo e se não há problema em realizá-lo”, conclui a especialista.

Sobre Aline Vasconcelos

Formada em Estética e Cosmética pela Universidade Paulista, Aline Vasconcelos começou a empreender há quatro anos. Hoje, com 28 anos é dona da marca Estética Aline Vasconcelos, em que possui tratamentos corporais e faciais, design de sobrancelhas, preenchimento labial, depilação a laser, extensão de cílios, terapia capilar, bronzeamento, massagens, botox, nutricionista e esmalteria. A especialista expandiu sua clínica em Barueri onde é bem conhecida. Sua conta no Instagram possui quase 40 mil seguidores e ela enxergou a oportunidade de atrair clientes por meio das redes sociais.

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