4 problemas comuns nas compras de Dia das Crianças

Imagem meramente ilustrativa de brinquedo. Foto: Pixabay no Pexels.

Atualizado em 08/10/2020 14:49 por Éter 7 News

Por ser uma data especial e com uma grande demanda, acontece um aumento no risco de problemas nas compras dos presentes para as crianças; especialista lista os impasses mais comuns e traz soluções para que as pessoas curtam o momento sem preocupação

São Paulo, outubro de 2020 – Com a chegada do Dia das Crianças, muitas pessoas já ficam ansiosas em busca dos melhores presentes para seus filhos. Para se ter uma ideia, no ano passado a venda de brinquedos e itens para bebê cresceu em 46% em relação ao ano de 2018 em outubro, de acordo com a Rakuten Digital Commerce. Nessa mesma pesquisa, foi possível perceber que o perfil do consumidor vem mudando ao decorrer do tempo, apresentando um crescimento de 20% nas compras pelos smartphones, comparando com compras realizadas pelo computador. Este ano, com a pandemia, essa tendência do digital tende a aumentar.

De acordo com Plauto Holtz, advogado, especialista em Direito do Consumidor e sócio-fundador da Holtz Associados, esse é um momento muito especial para as crianças e pais, mas é preciso se atentar para não cair em golpes na hora das compras. “As propagandas infantis, muitas vezes, exploram uma expectativa que não corresponde à realidade da qualidade do produto. Além disso, é sempre preciso verificar se os mesmos possuem o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que funciona como uma garantia da faixa etária condizente com a criança, para preservar o uso seguro do brinquedo”, complementa o especialista.

Abaixo, ele lista erros comuns com as compras nessa época do ano. Confira:

1- Quebra do produto: os brinquedos têm garantia no mínimo de 90 dias, via de regra. Mas tem lojas que estendem tal prazo. “Havendo problema imediato, a loja não é obrigada a trocar, apesar que algumas fazem isso para fidelizar o cliente. A lei autoriza o encaminhamento para a assistência técnica”, esclarece Plauto.

2- Compra de produtos piratas: pelo fato dos brinquedos originais serem muito caros, tornando-se inacessíveis para a maioria dos pais, os adultos optam pela compra de produtos piratas. Porém, precisam ter em mente que, por mais que sejam mais baratos, tendem a ser mais perigosos pois não atendem as normas de segurança. “Caso ocorra algum acidente causado pelo brinquedo, o consumidor perde o direito de reparação, quando for detectado acidente causado por mau uso do produto”, complementa.

3- Demora para entregar: como a tendência é o aumento de compras pela internet, assim como no ano passado, muitas vezes as lojas não cumprem os prazos de entrega. “Nesses casos, o consumidor deve entrar em contato com o atendimento da loja para entender o motivo do atraso. Caso não seja justo, poderá cancelar a compra. Já atendi um caso em que o brinquedo não foi entregue, mesmo com o pagamento feito, a loja devolveu com juros e correção e ainda pagou danos morais, dado a frustração causada a criança”, comenta.

4- Aumento de preços perto da data: com a alta procura, os preços variam e muitas pessoas acabam não pesquisando promoções. “Por isso, é importante antecipar as compras, pois o poder de pechinchar, ou seja, conseguir vantagens e lucros é maior”, explica Plauto.

Como o consumidor pode exigir seus direitos? 

Plauto explica que toda loja física tem que ter um exemplar do Código de Defesa do Consumidor. Havendo algum abuso, denunciar ao Procon é uma boa alternativa para rápida solução. “Também recomendo verificar se o brinquedo é adequado a idade da criança. Essa classificação é importante para preservar a segurança e o uso que atenda o seu desenvolvimento”, salienta.

Para finalizar, o especialista aconselha que o consumidor sempre fique atento às normas de devolução e se há assistência técnica de fácil localização. “Procure lojas físicas ou virtuais com atividade no país, pois brinquedos comprados no exterior, não se aplicam as normas do CDC brasileiro”, finaliza Plauto Holtz.

Sobre Plauto Holtz

É advogado, ex-presidente da comissão de direito do consumidor da OAB Sorocaba. Com 16 anos de experiência, também é especialista em direito previdenciário, ex professor Universitário pela faculdade UNIP e perito Grafotécnico. Também é sócio-fundador do Holtz Associados um escritório de advocacia focado em oferecer soluções jurídicas sólidas e multidisciplinares na área do direito, medicina e segurança do trabalho,  atende clientes dos mais variados setores da economia, seja no campo da indústrias como também pessoas físicas e  clientes do setor do comércio varejista, educação, tecnologia e instituições financeiras.

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