O Homem Que Queria Ser Rei (1975)

Foto: Mike no Pexels.

O Homem Que Queria Ser Rei (1975)

Atualizado em 12/06/2020 11:30 por Éter 7 News

Recentemente tive a oportunidade e o prazer de assistir um daqueles filmes que dão saudade. Dão saudade porque não fazem mais filmes assim, um cenário tão espetacular com mensagens tão bem elaboradas.

Esse filme, estrelado por Sean Connery e Michael Caine, baseado no conto curto de Rudyard Kipling, nos faz pensar sobre nossas crenças e valores, assim como levamos a nossa vida.

De acordo com a Wikipédia: “Na Índia britânica, dois soldados ingleses decidem abandonar o exército para realizar uma viagem ao Kafiristão e se tornarem reis de suas próprias terras. O filme é baseado em um conto do imortal Rudyard Kipling.”. A descrição dada é simples e sucinta, mas o filme é muito mais do que isso.

Dois soldados britânicos, que na verdade são amigos, e caminham juntos na mais louca aventura a um país, povoado por tribos de costumes um tanto selvagens. E nessa aventura, suas vidas são colocadas em risco por diversas vezes, entretanto, ambos apresentam um preparo especial para enfrentar os desafios, com encenações teatrais e coragem para alguns momentos perigosos.

Na trama percebem-se muitas mensagens que chamam a atenção e posso acreditar que sejam como lições a qualquer um sobre a vida.

O filme merece ser visto por completo e recomendo o mesmo. Para esse momento, comentarei as partes que achei mais importantes e, o que julgo ser o significado.

Em determinado momento os dois soldados decidem pela aventura, e para tal escrevem um contrato, o qual assinam e coletam a assinatura da testemunha, que era Rudyard Kipling. Nele se comprometiam a não beber álcool, nem se envolver com mulheres para que a execução do plano não fosse atrapalhada por distrações. Nesse mesmo momento, Rudyard aconselhou-os a reconsideraram a decisão, uma vez que todos os seus conhecidos que haviam viajado ao local, jamais haviam retornado, mesmo assim, os dois seguiram fiéis ao plano.

Havia um plano, e isso é importante para algo dar certo, mas havia também a experiência de Rudyard que lhes alertava do perigo mortal. Era um conselho válido, entregue por um irmão, mas o calor da busca pelo sucesso não os impediu.

Entre esse encontro e o final do filme existe muita aventura, e ao final vem a parte mais interessante, quando um deles, o único sobrevivente retorna para contar a Rudyard como foi o desfecho da história.

O nome do personagem era Peachey, o qual colocou a cabeça de seu amigo, o Danny, apenas a cabeça e a coroa na mesa para ser vista por Rudyard, o qual ficou atônito com a cena.

Danny perdeu literalmente a cabeça porque aproveitou-se de uma lenda da região, sobre o filho de um deus que voltaria para reinar sobre o povo que lá vivia. Passou-se por alguém que não era, para consagrar seus sonhos de grandeza. Momentos antes de perder a vida, pediu perdão ao Peachey, assumindo suas manias de grandeza, e assim foi obrigado a atravessar uma ponte que foi cortada fazendo Danny cair por 30 minutos, conforme relato de Peachey, tamanha era a altura ao qual estavam. Acredito que 30 minutos aqui foram elaborados para mostrar a altura de sua sonhada grandeza.

Peachey foi crucificado, e ainda assim sobreviveu, para contar a história. Essa crucificação concluo que aconteceu devido a ser a pena para quem se passa pelo filho de Deus. Jesus Cristo foi crucificado, e foi Peachey quem encorajou Danny a fazer uso da lenda local para benefício de ambos, em seu plano de sucesso.

Se Danny tivesse permanecido fiel ao plano, poderiam ter ido embora de lá muito ricos, talvez os homens mais ricos do mundo, tamanha era a quantidade do valioso tesouro que encontraram. Um tesouro conquistado pelo verdadeiro Alexandre, o Grande.

Alguns pontos interessantes a serem considerados sobre a mensagem geral do filme:

  • Os verdadeiros amigos, que cruzam a vida ao nosso lado;
  • Os conselhos dados por aqueles aos quais confiamos;
  • Nossas ambições, até que ponto elas são positivas e podem nos completar como seres humanos, ou, quando elas podem nos custar a cabeça?

E você, já assistiu esse filme? Encontrou alguma mensagem que julga importante?

Escreva aqui nos comentários!

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